2020 - O ano da incerteza....ou da esperança?
Fonte da imagem: https://www.selecoes.com.br/coronavirus/pesquisadores-dizem-que-e-cedo-para-o-brasil-sair-da-quarentena/
Parecia um caminho certo paro o sucesso....
Mas, a humanidade muitas vezes se anima com seu desenvolvimento tecnológico a ponto de subestimar inimigos desconhecidos, como um invisível vírus. Sim, a tecnologia nos faz sentir imbatíveis. Possuídos desta síndrome de herói consideramos que não existe obstáculo para desafiar nosso sucesso. Assim acreditamos que nada irá atrapalhar o bom planejamento de todos os cenários previamente apresentados pelas mentes mais brilhantes da sociedade.
Mas, como diria Nassim Taleb, sempre há um cisne negro para nos surpreender.
Eis que surge uma doença, por alguns até chamada de gripezinha. Um vírus, que tem a seu favor uma das mais temíveis armas neste tipo de batalha: A IGNORÂNCIA. A ignorância já principia na invisibilidade deste inimigo. Faz jus ao ditado que diz: "Aquilo que os olhos não veem, o coração não sente". Se o coração não sente, não nos parece perigoso até ver a vida de alguém próximo atingida. A ignorância sobre esta nova ameaça também se explica, em parte, pelo local do seu surgimento. Vem da China. Logo a China, que levanta suspeitas plausíveis sobre a transparência , confiabilidade e precisão dos dados apresentados nesta crise. Teria o COVID 19 vindo de morcegos ou de um laboratório? Seria uma conspiração chinesa para lançar o maior ataque terrorista da história contra o Ocidente? Seria isto uma plano maquiavélico chinês para comprar alimentos mais baratos? Ganha ou perde economicamente a China destruindo as economias de países que compram seus produtos? Foi falta de controle sanitário e excesso de controle de informação que fez o mundo descobrir tarde demais o perigo que estava exposto? O número de mortos e contaminados da China é confiável?
Dúvidas sobre a origem desta crise não melhoram nossa perspectiva para a solução da mesma, porque em relação a esta doença o passado é nebuloso, o presente é impreciso e o futuro ainda não existe.
Fixemos nossa atenção no Brasil. Afinal, o que devemos ler, ouvir ou assistir para saber o que fazer? Confesso estar perdido. As redes sociais tiraram da mídia tradicional o monopólio da verdade, ao mesmo tempo deram publicidade à diversidade de verdades, ou de mentiras. A guerra da informação nos faz cada vez mais confusos sobre em que ponto da crise estamos, quando acabará ou até se de fato existe uma crise. Números de mortos do Ministério da Saúde são confrontados com números de óbitos, registrados em cartórios, por causa de doenças respiratórias, pneumonia e COVID-19, entre os primeiros meses de 2019 e 2020 e o caos não parece estar tão próximo. Os testes de confirmação da doença, além de serem poucos, também tem problemas de precisão. Falso negativo, falso positivo e tantas outras definições, deixam exausto meu modo de pensar binário sobre "verdadeiro" e "falso". Autoridades que fazem o exame, dizem não ter ser contraído o vírus e que se negam a apresentar o resultado nos deixam desconfiados se são, de fato, "falsários negativos", ou "positivos"(Mais uma questão sendo debatida em nosso atarefado judiciário). Economicamente, análises de setores importantes apresentam cenários trágicos. Não haverá setores sem perdas de receita, lucro, salários e principalmente empregos. Nesta área a única certeza que parece haver é que todos terão perdas financeiras. Para piorar, as ações e discursos de Governos Municipais, Estaduais, Federal não se harmonizam. Em certos momentos parece mais haver, de fato, desgoverno. Afinal , qual a melhor estratégia? Estipular quarentena em cidades que sequer tem registro de internações da mesma forma que centros que estão em colapso de atendimento médico e funerário ou particularizar as medidas de prevenção?
Em meio a tudo isto, um simples espirro já nos deixa em pânico. E daí começam as dúvidas quanto ao futuro. Será que peguei? Como vou reagir? Sou assintomático? Sou grupo de risco? E minha família? Como protegê-la? E se acontecer o pior? Como ficam meus queridos nesta pandemia? Sim, um espirro hoje pode gerar crises de pânico.
Mesmo para quem não está doente, o futuro é nebuloso. Pais e mães anseiam pelo dia que devolveram os filhos as escolas. Será que o Homeschooling vai durar muito? Será que será disseminado após a quarentena? Desempregados confinados em casa e sem renda vão conseguir suportar bem todas as pressões deste momento? Empresários sofrem pelos seus negócios e sua continuidade.
Contudo, a esperança é de que tudo isto vai passar! O problema é que não sabemos quando e como passará. Quais os efeitos sobre nossa vida, comportamento, sequelas físicas e patrimoniais.
No inicio deste ano escrevi um artigo com votos de um ano de 2020 cheio de esperança. Compartilhei em minhas redes sociais. Não esperava que logo no início de 2020 iríamos precisar exercitar esta esperança de maneira tão intensa e universal. Como menciono naquele artigo, minha esperança está em Deus, que nunca, nem mesmo agora, me desamparou. E as únicas certezas que tenho sobre 2020 são: 1º Será um ano de pura incerteza, navegando em um mar de dúvidas; 2º A esperança em Deus me faz acreditar que, no devido tempo, Ele há de restaurar a nossa sorte e fará de 2020 um ano inesquecível para o desenvolvimento de quem tem fé.
Afinal, quando atingimos nosso limite de nosso entendimento, a fé ainda é o único recurso lúcido a recorrer. Mesmo os céticos podem concordar com isto.
Vivemos um momento de absoluta incerteza. Momentos assim são ótimos para exercitar a fé definida em Hebreus, capítulo 11, verso 1:
"Ora, a fé é a certeza daquilo que esperamos e a prova das coisas que não vemos."
Abaixo compartilho o link do artigo sobre "Esperança para 2020". Estamos precisando como nunca nestes dias.
https://energizandowsouza.blogspot.com/2019/12/2020-cheio-de.html

Excelente !
ResponderExcluirTexto excelente, principalmente pela notória neutralidade.. parabéns
ResponderExcluirExcelente texto, principalmente pela notória neutralidade. Parabéns
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