Quando grandes homens se vão.....


Minha semana começou mais triste e vazia. Na madrugada de domingo um antigo colega de trabalho, que era um grande irmão de fé e que nos últimos tempos se transformou em um pai adotivo,  partiu deste mundo.
Um grande homem em estatura física e em dignidade. Mestre na Língua Portuguesa , na Engenharia Agronômica e profundo conhecedor e analista da natureza humana.
Não adianta mais mandar mensagens para seu celular. Ele não está mais do outro lado do teclado para ler. Não adianta mais querer visitá-lo para ouvir suas fascinantes histórias e causos que apoiavam suas teses e pontos de vista, enquanto apreciávamos um delicioso café forte. Não ouvirei mais ele falar com orgulho da família que construiu e das conquistas profissionais que atingiu na sua carreira. Não ouvirei mais seus conselhos e incentivos. Não chorarei mais, por e com ele, por saber que seu tempo aqui conosco se encerraria em breve. Não orarei mais, por e com ele, pela sua restauração. Não serei mais alvo das orações dele. Minha face não sentirá mais seu caloroso e fraterno ósculo. Tantas coisas que não acontecerão mais nesta vida me traz uma inevitável sensação de vazio. Falta algo importante hoje. Continuará faltando nos próximos dias, meses e anos.
Embora este vazio me traga  tristeza, sou grato a Deus por sentir esta tristeza. Porque esta tristeza decorre de sentir saudade de minha relação com Marcelo, não do remorso de não tê-la aproveitado. A tristeza da saudade é benéfica porque é fruto de sentir falta do que foi muito bom. A tristeza do remorso é desesperadora porque demonstra que perdemos irremediavelmente nosso preciso tempo sem estabelecer relações produtivas e dignas de memória com pessoas que amamos e que nos amam.
Também sou grato a Deus porque nos últimos meses pude acompanhar mais de perto a luta do Marcelo por sua saúde. Foi um privilégio ! Sou grato a Deus pela forma carinhosa que sempre fui recebido em sua casa e pela sua família. Minha situação de transição profissional criou uma disponibilidade ímpar para acompanhar mais de perto meu amigo, meu irmão e meu pai do coração. Obrigado Deus por esta intimidade!  Atrevo-me a chamá-lo de "pai do coração" porque me apresentava aos da sua casa como "filho do coração".
Não quero ser egoísta para desejar que Deus o levasse no futuro e não agora. Digo isto porque muitas vezes gostaríamos de ter mais tempo com quem amamos. Mas esquecemos de olhar para o sofrimento que nossos queridos enfrentam em quadro de guerra contra doenças. Para mim seria confortável não viver o vazio de hoje. Porém seria demonstração de amor para com Marcelo desejar que continuasse a viver uma vida vazia de realizações  e cheia de dores e dissabores físicos e psicológicos ?
Marcelo partiu para viver a esperança que sua Fé em Jesus Cristo proporcionou durante sua vida aqui. Por esta mesma Fé espero encontrar ele e outros tantos queridos que já foram chamados para viver uma nova plenitude de vida.
Perdoe-me os leitores mais críticos caso este texto tenha eventuais erros gramaticais que ofenda a Língua Portuguesa. Deus promoveu meu revisor para a Glória Eterna.

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