Lavadores de gases: Princípios de uma operação eficiente

    Lavadores de Gases em caldeiras a biomassa são equipamentos desafiadores. Impelidas pela legislação ambiental, muitas indústrias do setor sucro-energético recorreram a esta tecnologia para dotar suas caldeiras de Equipamento de Controle de Poluição(ECP). E muitas empresas abominam o dia que se viram obrigadas a instalar os lavadores no circuito de gases das Caldeiras.
    Muito da indignação contra o equipamento vem do aumento dos custos operacionais, principalmente em relação a manutenção de rotores, dutos e chaminés. Como as tecnologias concorrentes têm custo de investimento maior (precipitador eletrostático) ou restrições operacionais (filtros de manga) a opção por lavadores de gases foi quase um consenso nestas plantas até hoje. A redução dos custos e as preocupações com a redução do consumo de água nas plantas já têm proporcionado que outras tecnologias comecem a ser consideradas.
    Mas os lavadores em operação tem como serem melhorados para se tornarem mais eficazes no controle de emissões e menos agressores aos equipamentos a jusante do circuito de gás? Minha experiência leva a afirmar que a maioria dos lavadores que são chamados de “bucha” estão operando sob conceitos errados da tecnologia.
A primeira coisa a considerar é que o termo “Lavador de Gases” induz a uma visão operacional errada de como os lavadores reduzem, mas não eliminam, o material particulado dos efluentes gasosos das caldeiras. Ao introduzir bicos com jatos de água no circuito temos que ter a noção de que não é possível “lavar” o gás como fazemos com um piso ou uma parede. Normalmente quando pensamos em “lavar” algo já consideramos que usaremos água em abundância para sermos eficazes. A idéia correta é  aumentar o “peso” dos particulados pela umidificação dos mesmos. 
Com o “peso” maior dos particulados, adota-se uma estratégia no circuito interno do lavador que induza estes particulados a serem separados da parte menos densa do gás. Para que a separação seja efetiva, usa-se a tática de forçar o gás contra um “espelho de água”. Nesta colisão, as partes mais densas tendem a se imiscuir na água e o gás menos denso é liberado para ser emitido no circuito final da caldeira. 
Alguns cuidados são importantes mas o essencial é que a água usada no Lavador tenha razoável turbidez. Tentar fazer a retenção de particulados em uma água saturada pode até piorar as condições do gás pós tratamento.
O uso da água nas condições e quantidade certa fará com que o gás emitido esteja mais limpo e com baixa umidade, o que contribui para a preservação dos equipamentos pós-lavador. Conheço pessoalmente caldeiras que não fazem reforma de exaustor há pelo menos 10 safras. Antes da instalação do lavador todo entressafra era reformado o rotor, o que, devido às dimensões, tinha um custo considerável de manutenção.  
É possível otimizar os lavadores para conseguir bons resultados de análise dos gases, atender a legislação atual e principalmente obter uma operação mais confiável e menos onerosa da caldeira

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