Biomassa de cana: Esta luz não ilumina mais o túnel?
Em 2001, em pleno racionamento de energia, o Brasil resolveu aproveitar melhor uma fonte energética esquecida, porém não desconhecida, para suprir a fragilidade de fornecimento que atingimos com a falta de água nos reservatórios das hidrelétricas brasileiras. O aproveitamento da bioeletricidade obtida principalmente pela queima do bagaço de cana-de-açúcar apresentava-se uma alternativa altamente viável do ponto de vista técnico e econômica. A alternativas para reduzir o risco de apagão no curto prazo eram extremamente caras (termicas a óleo diesel) e danosas às pretensões dos protocolos ambientais para redução dos gases de efeito estufa. As políticas públicas (Proinfa, Energia Incentivada, Leilões do ACR) induziram o investimento que transformou o setor sucroalcooleiro em sucroenergético. Para se ter uma idéia a biomassa de cana-de-açúcar foi responsável por cerca de 80% dos 49.000 GWh gerados por fontes a a biomassa em 2017. Preços tentadores dos “Mwh’s” garantiam...